
A Oficina de Música – Nas Cordas do Samba propõe dois encontros voltados à prática coletiva do violão e do cavaquinho, explorando os fundamentos musicais que estruturam a linguagem do samba. A partir de conceitos como ritmo, harmonia e melodia, os participantes desenvolvem a escuta, a prática instrumental e a compreensão desse gênero fundamental da cultura brasileira. A oficina percorre diferentes expressões do samba, evidenciando sua diversidade estética, histórica e cultural, e convida o público a vivenciar o samba como tradição viva, em constante transformação e construção coletiva.
A oficina promove dois encontros de prática coletiva com violão e cavaquinho, abordando os fundamentos da linguagem do samba. Ritmo, harmonia e melodia são explorados por meio da vivência musical e da escuta.
A oficina é composta por dois encontros que abordam, de forma prática e coletiva, diferentes expressões do samba, como samba de roda, partido alto, samba de terreiro, a estética do samba na MPB e o samba desenvolvido por artistas ligados ao movimento cultural do Cacique de Ramos, como Zeca Pagodinho, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Jovelina Pérola Negra, entre outros. Além da prática com violão e cavaquinho, serão trabalhados conceitos fundamentais da linguagem do samba, como ritmo, harmonia e melodia, ampliando a escuta e a compreensão desse importante patrimônio da cultura brasileira. Como ação afirmativa, serão oferecidas bolsas integrais (100%) para pessoas negras, indígenas e trans, mediante envio de carta ou vídeo de autodeclaração.
Zé Duarte é compositor, professor e multi-instrumentista de 36 anos. Desde a adolescência, dedica-se ao estudo dos instrumentos de cordas dedilhadas e das matrizes rítmicas brasileiras de influência africana. Graduando em Licenciatura em Música pela UNIRIO, desenvolve sua formação também em rodas de samba, terreiros, teatros e palcos da música popular brasileira. Atualmente, pesquisa e vivencia a viola de dez cordas e suas diversas linguagens, com destaque para o samba de viola presente nos cultos afro-brasileiros e a viola machete do samba de roda baiano.
Gabriel Paz é músico, pedagogo, violonista, cavaquinista, diretor musical e arranjador. Natural do subúrbio carioca, reúne influências musicais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Nordeste em sua trajetória artística. Iniciou sua caminhada na percussão aos 15 anos, nas rodas de samba, e, aos 17, passou a atuar também como violonista e cavaquinista. Ao longo da carreira acompanhou artistas como Aluísio Machado, Geovanna, Zeca do Trombone, Tantinho da Mangueira, Edil Pacheco, Noca da Portela e Wilson Moreira. Atualmente integra diversos projetos musicais na cidade do Rio de Janeiro e prepara o lançamento de seu primeiro EP instrumental autoral, inspirado na riqueza cultural do subúrbio carioca.
Ana Priscila
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