
ORQUESTRA FURIOSA PORTÁTIL -
TEMPORADA 2026
3º CONCERTO – SAMBA,
CHORO E GAFIEIRA
Furiosa convida Gabriel Cavalcante
O terceiro concerto da Temporada
2026 da Orquestra Furiosa Portátil celebra o encontro entre o samba e o choro,
dois dos gêneros mais importantes da música brasileira, cujas trajetórias se
entrelaçam e se enriquecem mutuamente. Desde as primeiras décadas do século XX,
nos primórdios do disco e do rádio, músicos, intérpretes e compositores
transitam livremente entre esses universos, promovendo um diálogo que resultou
em alguns dos momentos mais expressivos de nossa música popular.
O convidado da noite, Gabriel Cavalcante, o Gabriel da
Muda, é uma das vozes mais atuantes do samba contemporâneo e uma das grandes
referências de sua geração. Cavaquinista desde os 10 anos de idade, ele próprio
exemplifica a importância do choro na formação de tantos sambistas — foi aluno
da Escola Portátil de Música, onde consolidou parte de sua trajetória
artística. Com sólida carreira e presença constante nos palcos e rodas de samba
no Rio de Janeiro, no Brasil e no mundo, Gabriel da Muda é fundador e
integrante de movimentos tão importantes quanto o Samba do Trabalhador, ao lado
de nomes como Moacyr Luz, e do Samba da Ouvidor.
O repertório do espetáculo inclui
canções presentes em seu trabalho mais recente, o álbum Se for me chama
(2023), com direção musical de Mauricio Carrilho e Roberto Didio. Entre elas,
destaca-se a faixa-título, composta pela dupla, além de obras até então
inéditas, como uma pérola esquecida da parceria Francis Hime e Paulo César
Pinheiro (“Pedaços”), e composições mais recentes, como “Um lugar”, de
Cristóvão Bastos, e “Samba que nada tem”, de Miguel Rabello, ambas com letra de
Roberto Didio.
O programa traz ainda belos
exemplares do samba-canção, do clássico “Sábado em Copacabana”, de Dorival
Caymmi e Carlos Guinle, à contemporânea “Lupicínica”, de Jayme Vignoli e Aldir
Blanc. O choro cantado também marca presença na melodia envolvente de “Armadilhas
de um romance”, de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.
Em outros momentos, o espetáculo
evoca a sonoridade tradicional das gafieiras, em sambas balançados como “Sábado
à noite”, de Mauricio Tapajós e Paulo César Pinheiro, e “Amigo Bolão”,
homenagem de Mauricio Carrilho e Roberto Didio ao saudoso baterista Oscar
Bolão.
Por fim, o concerto revisita
clássicos do samba como “A ponte” e “Pressentimento”, de Élton Medeiros, em
parceria com Paulo César Pinheiro e Hermínio Bello de Carvalho,
respectivamente.
Os arranjos foram especialmente
concebidos para este espetáculo, assinados por nomes como Mauricio Carrilho,
Jayme Vignoli, Lucas Porto e Paulo Aragão.

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